Alemanha, mais um campeão caído e o 7 a 1 vingado

E a maldição do atual campeão deu as caras novamente pela terceira vez consecutiva em uma Copa do Mundo e a Alemanha repetiu Itália e Espanha sendo eliminada ontem na fase de grupos da competição.

Muito comemorada pela torcida brasileira, fomos entender um pouco mais dessa eliminação alemã com um brasileiro: Marcos Abraao, ou simplesmente Bob, que torçe para Alemanha desde o final dos anos 1990, é um dos fundadores do Rot Weiss Brasil, fã clube oficial do Bayern de Munique, sendo inclusive reconhecido oficialmente pelo clube, com sede na cidade de São Paulo e que além da divulgação do Bayern, também organiza os encontros da seleção alemã durantes as competições que a mesma participa.

Galera do Rot Weiss Brasil, fã clube do Bayern de Munique com sede em São Paulo e que torcem para a Alemanha nas competições que ela participa.

Galera do Rot Weiss Brasil, fã clube do Bayern de Munique com sede em São Paulo e que torcem para a Alemanha nas competições que ela participa.

Bob, a Seleção da Alemanha foi de favorita a decepção. Qual sua analise rápida sobre a eliminação precoce dos atuais campeões mundiais?

Para mim, a improdutividade do meio campo, uma certa falta de individualismo de alguns valores que deveriam chamar a responsabilidade e a insistência em determinados jogadores foram cruciais para o fiasco alemão na Rússia. Do meu ponto de vista a eliminação foi muito mais que merecida.

As convocações nunca são unanimidade quando falamos das grandes seleções e sempre alguns jogadores acabam ficando de fora da lista final.  Alemanha, França, Argentina e até mesmo o Brasil tiveram nomes contestados e outros “esquecidos”. Na sua opinião quem faria a diferença nesse elenco q foi eliminado?

Sem dúvidas a ausência de Sané foi absurda! Além de jovem, talentoso e destaque no fortíssimo campeonato inglês, é um jogador rápido, algo que os avançados convocados não são. Ou seja, você não tinha no banco de reservas uma opção para acelerar a partida.

Seleção Alemã 2018.

Foto: FIFA.com

Depois da derrota na estréia, a virada no último minuto da segunda partida parecia que despertaria o gigante que participou de quatro semifinais nas ultimas quatro Copas do Mundo. A derrota para a seleção mais fraca do grupo acaba de vez com a excepcional geração alemã?

Tudo é uma questão de ciclos. Teve início em 2006, justamente na Copa em casa, teve seu grande momento entre 2010 e 2014, coroado com o título mundial e, agora, em 2018 seu declínio. Mesmo assim, há jogadores jovens, promissores que podem sim fazer uma Alemanha forte e vitoriosa.

Foto: FIFA.com

Depois do 7 a 1 era meio que impensável uma torcida alemã aqui no Brasil. Conta para o pessoal que curte o Nagaveta.com como surgiu o grupo aqui em São Paulo e para quem vocês vão torcer agora no restante da Copa do Mundo.

O Rot Weiss Brasil (oficialmente falando) é novo, mas os membros são torcedores “antigos”. Somos amigos de longa data, uns tem admiração pelo futebol alemão, outros são filhos, descendentes de alemães. Por isso resolvemos fundar nossa torcida aqui e hoje é oficializada pelo Bayern. Os encontros bávaros e da Mannschaft são realizados desde 2010.

Nos reunimos para assistir os jogos, tomar aquela cerveja gelada, resenhar… Quanto ao torcer, torço para que a Copa acabe logo (risos), mas alguns torcerão para o Uruguai, para Argentina… E até para o Senegal!

Sem dúvidas a ausência de Sané foi absurda! Além de jovem, talentoso e destaque no fortíssimo campeonato inglês, é um jogador rápido, algo que os avançados convocados não são.

Bob, para os brasileiros o 7 a 1 foi, de certa forma, vingado hoje. Existe esse sentimento proporcional do lado alemão em relação a semifinal de 2014?

Não, não. Foi um jogo totalmente fora do imaginável, um ponto fora da curva tratando-se de duas seleções tão gigantes e tradicionais. Criou-se uma rivalidade enorme dos brasileiros diante dos alemães, mas isto não acontece do outro lado.

Fábio Vilela

Fábio Vilela cozinha, desenha, fotografa, coleciona camisas e gosta de falar de futebol. Adora lembrar dos craques dos anos 90 e da época de ouro do Calcio. Relembra com nostalgia dos seus esquadrões de futebol de botão, que ele mesmo fazia. Fã de polêmicas e de Cantona, Sérgio Ramos, Luis Suarez, Batistuta e acha La Bombonera o estádio mais legal do mundo.

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