Colecionador – Bruno Barros

Uma Coleção com foco no São Bento de Sorocaba

Hoje o NaGaveta continua sua série de entrevistas com os colecionadores espalhados pelo Brasil e pelo Mundo, o Blog foi até a cidade de Sorocaba bater um papo com o colecionador Bruno Barros. Bruno nos contou um pouco sobre sua coleção do São Bento e também diversos focos que você vai conferir abaixo. Além da sua Coleção, Bruno Barros nos conta histórias divertidas como uma camisa que renasceu e como as pessoas próximas enxergam sua paixão pelo colecionismo.

Na Gaveta: Como começou a colecionar? Alguém em especial te incentivou?

Bruno Barros: Eu sempre gostei das camisas de futebol desde moleque. Mas na época não podia ter ou comprar, eram caras e difíceis de encontrar. Eu lembro que adorava pegar as revistas da Placar e desenhava as camisas e os escudos dos times. Por causa disso sempre fiquei atento às coleções dos clubes do Brasil e do resto do mundo. Era fascinado pelas marcas esportivas e pelos grafismos nas camisas da época. Os anos se passaram e em 2006 comecei a comprar e a ganhar as primeiras camisas, mas sem um foco específico.

Além do São Bento os outros focos da coleção de Bruno Barros

Na Gaveta: Sua coleção tem algum foco específico?

Bruno Barros: Hoje em dia o foco primordial da minha coleção são as camisas do São Bento de Sorocaba, clube da minha cidade. Mas há outros focos. Como as camisas do São Paulo, Milan, Bayern, Tottenham, Roma, seleções da Alemanha e Irlanda, times italianos e japoneses. Um bem interessante e que acabei completando é o de times campeões da Champions League. Além de camisas usadas na final pelos campeões da Copa do Mundo, de 1986 até 2014. Agora falta o dos times campeões da Libertadores, faltam poucas camisas até o momento.

Foco de Camisas Seleções Irlanda e Alemanha

As Camisas que se Destacam na Coleção de Bruno Barros

Na Gaveta: Qual camisa você destaca na sua coleção?

Bruno Barros: Destaco algumas das mais difíceis de conseguir, como a do goleiro Zetti de 1994, uma camisa que sempre quis ter demorei anos, e só consegui recentemente. Outras duas do São Bento não tão raras, mas foram difíceis de achar. A da Umbro de 2001 e uma de 2010 que, apesar de recente, perdi de comprar na época e pra achar depois? Mas no fim com a ajuda de outros colecionadores eu consegui encontrar. Mas pra mim a que mais se destaca é uma do próprio São Bento, dos anos 80. É a mais antiga e pra mim uma das mais belas da coleção.

Bruno segurando sua camisa dos anos 80 do São Bento.

Na Gaveta: As pessoas próximas, o que acham dessa sua paixão?

Bruno Barros: Já se acostumaram, compreendem que é uma coleção e um hobby saudável. Sempre que podem eles até me ajudam a conseguir camisas. Por saber dosar e controlar essa paixão, não surge nenhum conflito, como ocupar o espaço alheio pra guardar camisas. Ainda há quem ache estranho eu gostar de um monte de pano, mas digo que é gratificante. Rende boas conversas e surgem boas amizades no meio do colecionismo, independentemente do time que torcemos. No final das contas vale a pena.

Na Gaveta: Só São Bento ou tem algumas camisas de outros clubes na sua coleção?

Bruno Barros: É bem diversificada. Tenho de alguns clubes do estado de São Paulo. Maia alguns clubes do Brasil, tem seleções, times europeus, asiáticos e por aí vai. Não tem um padrão muito certo, além dos focos que já citei. Nem preferência por camisas mais novas ou mais antigas, costumo dizer que se eu bati o olho numa camisa, gostei e ainda que ela não esteja no foco, vai integrar a coleção. Camisas que tem alguma história ou fato ligado a ela também me interessam. Mas varia ou depende muito. As vezes é por causa de algum jogador, ou de algum título conquistado ou pelo time em si.

Uma Camisa da Feira do Rolo que Renasceu

Na Gaveta: Nos conte alguma história curiosa de como conseguiu alguma de suas camisas.

Bruno Barros: Tem uma do São Paulo, de 1992, uma das primeiras da coleção. Aqui em Sorocaba tem a feira da Barganha, que é tipo uma feira do rolo, e eu estava lá quando em uma das barracas achei essa camisa do São Paulo, só que num estado lastimável, suja, toda descosturada. Enfim, paguei R$ 5,00 nela e pensei, bom acho que dá pra salvar. Lavei com todo o cuidado, consegui tirar todas as manchas, troquei as costuras dela e a camisa renasceu. Hoje é uma que não troco de maneira alguma, mesmo ela sendo levemente desgastada, mas pelo valor sentimental que adquiri, não consigo nem pensar em passar ela pra frente, trocando ou vendendo. Já vi a mesma camisa em condições melhores, mas não vou substituí-la de maneira alguma, ela é uma camisa que  representa muito pra mim e pra minha coleção também.

A camisa que “renasceu”

Como sempre, agradecer a entrevista e disponibilidade do amigo e colecionador Bruno Barros. Por fim sempre lembrando aqui no Na Gaveta, o espaço é todo seu e o próximo pode ser você.

Emerson Morelli

Fanático por futebol desde garoto, o colecionismo se tornou uma extensão disso.

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2 Responses

  1. 28/08/2017

    […] como o Sidão de Jundiaí, Rodrigo Colucci, Mauricio Rocha , o Mexicano rs, Marcelo de Itu, Bruno Barros do São Bento, Gilberto Ciocci de Bragança, Thiago Caetano. Poxa, vou cometer injustiça, pois tem vários que […]

  2. 16/04/2018

    […] Bruno Barros […]

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