Colecionador – Léo Lima

Hoje o NaGaveta continua sua série de entrevistas com os colecionadores espalhados pelo Brasil e pelo Mundo. O Blog sai de Campinas e vai até a cidade de Juiz de Fora. Entrevistamos o colecionador Léo Lima. Nosso entrevistado da semana nos traz a coleção da sua paixão o Tupi Football Club de Juiz de Fora, confira abaixo.

NaGaveta: Como começou a colecionar? Alguém em especial te incentivou?

Léo: Sempre gostei de tudo que se relaciona com futebol, especialmente as camisas dos times. E no meu caso sempre tive camisas do Tupi desde muito novo, mas sem o foco de colecionar. Comecei a colecionar mesmo tem uns 10 anos com o objetivo de preservar a história do clube através das camisas. No início não tive um incentivador em especial, agora sim muitas pessoas estão reconhecendo minha iniciativa.

O acervo de Léo Lima

O Foco e o amor Alvinegro

NaGaveta: Sua coleção tem algum foco específico?

Léo: Meu foco específico são as camisas do meu time de coração: o Tupi Football Club! Mas tenho de outros times também que faço trocas por camisas do Tupi.

NaGaveta: Qual camisa você destaca na sua coleção?

Léo: Cada camisa que tenho tem sua história e seu valor. Mas aquelas mais antigas e que são mais difíceis tem o seu valor especial. Tenho uma camisa de 1978 da Penalty super rara. É inegável que tenho um carinho especial, além disso foi dada por um ex jogador de presente para mim.

A Camisa dos Anos 70

 

A Relação de Léo Lima com o clube

NaGaveta: O clube tem conhecimento do seu acervo? Há alguma iniciativa, ou pretensão de se fazer um memorial com os artigos do clube?

Leo: Tem sim. Até ajudo eles em tirar dúvidas e passar informações históricas sobre o clube. Eles não tem um departamento de memória no clube. Tenho na minha casa hoje um espaço que batizei de Memorial Carijó, onde recebo a visita de pessoas interessadas em conhecer meu acervo. Mas meu sonho futuramente é ter um espaço maior e de fácil acesso do público para apreciar melhor a coleção!

Léo Lima e o Memorial Carijó

Mais de 100 Camisas oficiais de jogo do Tupi

NaGaveta: Imagino que uma hora se tem tantas coisas do clube que fica complicado achar coisa nova, é como achar uma agulha no palheiro e aproveitando quantas camisas e quantos itens você tem do Tupi?

Léo: Mas sempre tem e aparece uma novidade que te surpreende. O clube tem 105 anos por isso sempre vai ter um item que não se tem. Hoje tenho 103 camisas oficiais de jogo. Além de mais de 100 camisas de treino, categoria de base, outros esportes do clube e de torcida. Tenho também muitas fotos, jornais, revistas, copos, chaveiros. Além de outros diversos itens do clube que ainda preciso contabilizar com precisão a quantidade certa.

NaGaveta: E por último, gostaria que você contasse algum fato curioso que tenha acontecido contigo no colecionismo.

Leo: Um fato que acontece com todo colecionador é quando você encontra na rua com alguém vestido com aquela camisa que se esta louco para conseguir. Um dia abordei um rapaz na rua e perguntei se venderia a camisa dele para mim. Ele não queria vender, minha sorte é que a namorada dele insistiu que vendesse pois ele estava precisando do dinheiro. Outra curiosidade é que estava há anos procurando uma camisa difícil do Tupi e numa bela semana consegui não uma, mas duas camisas. Tem época que você esta iluminado e tudo da certo(rs).

Camisas dos cinco títulos do interior mineiro conquistados pelo Tupi

Como sempre, agradecer a entrevista e disponibilidade do amigo e colecionador Léo Lima. Por fim sempre lembrando aqui Na Gaveta, o espaço é todo seu e o próximo pode ser você.

 

Emerson Morelli

Fanático por futebol desde garoto, o colecionismo se tornou uma extensão disso.

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1 Response

  1. 23/09/2017

    […] Na primeira partida vitória do Fortaleza por 2×0. Conversamos com Aílton Ferraz, técnico do Tupi Football Club, da cidade de Juiz de Fora […]

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