Colecionador Luciano Melo

Galera do Na Gaveta, hoje vamos a nossa nona entrevista da Série Especial com os colecionadores de camisas de futebol.
Hoje o Blog vai até o Rio de Janeiro, mais precisamente a cidade de Rio das Ostras entrevistar o colecionador Luciano Melo, que vai nos contar um pouco mais sobre sua coleção de camisas do Clube Atlético Mineiro, nos trazer histórias curiosas sobre essa paixão pelo Galo Mineiro.

Na Gaveta.com: Como começou a colecionar? Alguém em especial te incentivou?

Luciano: Sempre fui um “comprador” de camisas do Galo. Todo ano, esperava virar a coleção e comprava as do ano anterior. Ai tive o “azar” de começar a trabalhar com o Rodrigo Boby e começamos a falar sobre a coleção dele. Um dia em casa, fui arrumar meu armário e percebi que tinha umas 25 camisas do Atlético. Dai pra frente resolvi passar a colecionar mesmo, e comecei a buscar as camisas mais antigas, camisas que me remetiam aos tempos que frequentava o Mineirão.

Na Gaveta.com: Sua coleção tem algum foco específico?

Luciano: Minha coleção é somente de camisas do Clube Atlético Mineiro, dentro desse foco priorizo camisas de 1990 aos dias atuais(1° e 2° uniformes), procurando ter ao menos um modelo de cada ano, já que tiveram anos com mais de 5 camisas diferentes.

A Camisa Especial

Na Gaveta: Qual camisa você destaca na sua coleção?

Luciano: Dentro da minha coleção, gosto muito das camisas de 1994, que foi quando comecei a acompanhar no estádio o Galo. A clássica camisa da Umbro com patrocínio Coca Cola, me fascina ate hoje. Dentre essas, duas se destacam, ambas usadas em jogo pelo Bomba Eder Aleixo, em sua fase final de carreira, a branca numero 11, conseguida com o filho do treinador na época, e a listrada 16, já quando Eder foi pra reserva, mas sempre entrava e fazia seu golzinho de falta rsrs.

Camisa Branca usada por Eder Aleixo

Na Gaveta.com: O porquê do foco nas camisas dos anos 90, porque as camisas são bonitas ou tem alguma razão sentimental pelo Galo?

Luciano: Na verdade foi quando comecei a acompanhar mesmo futebol. Quando comecei a assistir pela TV ou ouvir pelo radio os jogos do Galo. Já em 1994, eu então com 13 anos, fui ao Mineirão pela primeira vez, assistir a um jogo do Atlético com um time que tinha Renato Gaúcho, Gaúcho, Neto entre outros. O time não deu certo, mas foi bacana ver tantos jogadores famosos naquela época, no estádio e ainda sair com autógrafo de alguns. Também o fato das camisas dos anos 90 serem um caso a parte. Camisas com design arrojados pra época, que tinham identificação com o clube. Fora as camisas de goleiro que sempre foram sensacionais. Tenho 2 do Taffarel de 1996 que ilustram bem isso.

Camisa de Taffarel nos anos 90

Na Gaveta.com: Quantas camisas do Atlético você tem? O que significa pra você como torcedor ter tantas camisas assim?

Luciano: Atualmente tenho 75 camisas do Galo. O fato de só colecionar camisas do meu time, tem um significado importante, pois quando colecionamos um único time, tentamos manter viva a historia desse clube. Infelizmente os clubes não dão tanto valer a essa história. E cabe a nós torcedores e colecionadores ajudarmos a guardar uma parte disso.

A Coleção de Camisas de Luciano

Uma Camisa e um Picolé

Na Gaveta.com: Conte-nos alguma história curiosa de como conseguiu alguma de suas camisas?

Luciano: Acho que quase todo mundo tem uma historia curiosa. O fato mais curioso, foi quando estava trabalhando em um restaurante de frente pra praia aqui em Rio das Ostras. Quando olho pro calçadão, vejo um vendedor de picolé com uma camisa branca de 96 do Galo.

Desci correndo as escadas e fui atrás dele. Gritei por ele e ele parou e perguntou de que eu iria querer, pedi um picolé de limão e enquanto ele pegava perguntei se ele queria me vender a camisa. Ele estranhou, mas topou. Pediu-me 50,00, abri a carteira e vi que só tinha 30,00. Falei que pagava 30,00, ele pensou e aceitou, e já tirou a camisa e me passou. Dei os 30,00 a ele, agradeci e me virei pra voltar o trabalho. Foi quando ele me gritou e disse: “Ei, e o Picolé? Tive que pedir 2 reais emprestado no trabalho pra pagar o Picolé porque não tinha mais nem um centavo na carteira rsrs .

Por fim e como sempre, agradecer a entrevista e disponibilidade do amigo Luciano Melo e sempre lembrando aqui no Na Gaveta, o espaço é todo seu e o próximo pode ser você, Comente Curta e Compartilhe #NaGaveta.

Emerson Morelli

Fanático por futebol desde garoto, o colecionismo se tornou uma extensão disso.

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3 Responses

  1. Lidiane diz:

    Tenho uma camisa do galo número 11 de 1930 original

  2. Lidiane diz:

    Tenho uma camisa número 11 de 1930 original

  3. simone velloso diz:

    tenho uma camisa que comprei no ano passado na loja de lourdes oficial. Tem um pequeno grande detalhe. Não veio com a nossa única estrela. quero vender.

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