Colecionador – Marcinho Muller

Hoje o NaGaveta continua sua série de entrevistas com os colecionadores espalhados pelo Brasil e pelo Mundo. O Blog saiu da cidade de São Caetano e desembarcou na cidade maravilhosa. No Rio de Janeiro batemos um papo com o Colecionador Marcinho Muller. Ele nos contou mais sobre sua coleção, as brincadeiras dos amigos quando usa camisa dos rivais. Mas o principal a paixão pelo Fluminense que veio de seu principal incentivador o pai e  que passa por gerações em sua família. Confira

NaGaveta: Como começou a colecionar? Alguém em especial te incentivou?

Marcinho: Levar a sério mesmo a coleção foi à partir de 2013. Mas desde moleque, desde a adolescência sempre tive várias camisas de futebol, principalmente do Fluminense, que comprava sempre que lançava uma nova. Só que das camisas da adolescência desfiz de todas, exceto as do Flu, as do Brasil das Copas de 98 e 2002 e uma do Grêmio de 1995. E meu incentivador sempre foi meu pai, em tudo na vida, inclusive na paixão pelo futebol e pelo Fluminense.

O Pai Alfredo, a Filha Manu e Marcinho, amor pelo Flu de geração para geração

NaGaveta: Sua coleção tem algum foco específico?

Marcinho: Meus focos principais são o Fluminense que é meu time do coração.  O Corinthians que sempre gostei muito desde criança e tenho como o meu segundo time.  De uns três anos pra cá resolvi abrir um novo foco que é ter pelo menos uma camisa de cada time das Séries A e B.  Até pra brincar e “tirar um sarro” mesmo dos amigos. Porque acho que o futebol pra nós torcedores é isso, a brincadeira sadia, gozação entre amigos mas sempre numa boa, sem violência.

Coleção Série A

NaGaveta: Qual camisa você destaca na sua coleção?

Marcinho: Destaco quatro camisas. A tricolor do Fluminense de 1995 que tem um lugar enorme no meu coração por ter sido a primeira camisa oficial que meu pai me deu. A branca de 1996 do Fluminense que foi a primeira que comprei com meu dinheiro mesmo.
Uma da Itália Home 2013, que personalizei com o nome do Totti. Mesmo ele não fazendo parte da seleção italiana na época, mas em homenagem ao meu avô paterno que tinha esse apelido. E a tricolor do Fluminense de 2013 que personalizei com o nome da minha filha. Essas quatro não sairão nunca do meu armário, por mais que um dia eu venha à me desfazer da coleção.

A Influencia do pai na Paixão pelo Futebol e pelo Fluminense

NaGaveta: Como é sua relação com o futebol e como seu pai tem influência em sua paixão pelo futebol?

Marcinho: Amo futebol, sou muito apaixonado mesmo, ao ponto de ficar em casa e ver tudo quanto é jogo possível que passa na TV. Procuro sempre estar por dentro das notícias, acompanho o tempo todo, como meu pai diz: “eu respiro futebol” (rs).
E a influência que ele tem na minha paixão é enorme. Desde a escolha do time do coração que com certeza foi influência dele até  assistir jogos com ele, debater com ele sempre, a famosa resenha.

Marcinho e a filha Manu no Maracanã

Usar Camisas de Rivais

NaGaveta: Como é usar e ter camisas de times rivais ao que você torce? Como as pessoas encaram isso?

Marcinho: Eu uso super numa boa camisas até mesmo dos meus rivais. Sei que sou exceção quanto à isso, o único que vejo fazer isso além de mim é o João Carlos Juarez. E as outras pessoas estranham né, até porque eu mesmo tenho consciência que não é algo normal. No início até por eu já ter sido de torcida organizada tinha muitas restrições, meus próprios amigos da época de torcida pegavam no meu pé. Mas hoje é mais tranquilo, a galera leva mais na gozação mesmo, como deve ser. Claro que ainda tem um outro mais exaltado quando me vê com camisa de outro clube. Mas hoje é a minoria, ainda mais com a fama de pé frio que eu tenho, acho que até gostam quando me vêem com camisa de rival.

Marcinho com a Camisa dos Quatro Grandes do Rio

NaGaveta: E por último que você contasse algum fato curioso que tenha acontecido contigo no colecionismo.

Marcinho: Acho que o mais curioso foi passar a ganhar camisas de vários amigos. E até de pessoas que eu nem imaginava me presentear com algo. Além disso, não diria curioso. Mas o que tenho a destacar graças ao colecionismo são as várias amizades que fiz. Prefiro até não citar nomes pra não ser injusto com alguém. Mas com certeza são muitos amigos por quais tenho muito carinho e admiração.

Como sempre, agradecer a entrevista e disponibilidade do amigo e colecionador Marcinho Muller. Por fim sempre lembrando aqui Na Gaveta, o espaço é todo seu e o próximo pode ser você.

Coleção Série B

Emerson Morelli

Fanático por futebol desde garoto, o colecionismo se tornou uma extensão disso.

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