Andreas Kisser, a máquina do tempo, futebol e rock’n’roll

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Buenas!

Assim chega o dono da ideia de um desapego de camisas de futebol.

Mas não é um desapega normal de porta de garagem. Ou é?

Não que não pudesse ser, afinal, Andreas Kisser seguramente começou seus primeiros acordes de guitarra ensaiando em uma garagem numa era pré Sepultura.

O desapega, inclui 53 itens de futebol guardados pelo músico em mais de 30 anos de estrada com a banda de metal, adicionadas a coleção pessoal de Andreas principalmente no auge da banda nos anos 90.

O local escolhido contribui demais com o clima underground: A Atrox Casual Club, loja localizada no coração da Rua Augusta, em São Paulo, e que encanta colecionadores de camisas e amantes do futebol.

Pouco a pouco vão se juntando na loja, colecionadores de camisas e fãs da banda que dividem a atenção entre as belas camisas expostas na loja, e a resenha atenciosa e detalhada de Andreas, que faz questão de contar a história particular de cada item. Shows em estádios que vivenciaram grandes finais e partidas de futebol históricas e que também foram palco para grandes festivais que a banda participou ao longo dos anos e que eles tiveram o privilégio de usar os vestiários como camarins.

Cada detalhe parece vivo em sua memória.

As peças levadas para o desapega, únicas, intactas e como ele disse, muitas usadas apenas uma vez no show, estavam guardadas com todo carinho e cuidado. Mas, segundo ele, chegou a hora de elas serem melhor valorizadas na coleção de quem iria continuar a dedicar atenção e cuidado as peças.

Entre as peças escolhidas a dedo e que chamavam a atenção de todos os presentes, destacamos quatro que tinham algo a mais e que agora figuram nas coleções de outros colecionadores:

  • Camisa do Independiente de Avellaneda, número 9, manga longa, que o músico usou no meio da torcida do Rojo em uma partida contra o Boca Juniors em pleno estádio La Bombonera;
  • Camisa do Sheffield Wednesday temporada 1997/98, usada pelo músico no palco do Astoria em Londres, na turnê do Sepultura com o Slayer e com System of a Down;
  • Camisa do Chelsea usada na Champions League da temporada 2009/10 pelo brasileiro Beletti e dada de presente pelo jogador;
  • Camisa da Seleção Americana de Futebol das temporadas 1995/98 do exótico jogador Coby Jones, com numero costurado, seguindo padrão das camisas de basquete e futebol americano.
Andreas Kisser e a camisa do Sheffield Wednesday, usada no Astoria em Londres.
Andreas Kisser e a camisa do Sheffield Wednesday, usada no Astoria em Londres.
Andreas Kisser passando as camisas do Palermo e do Chelsea para o novo acervo que irá guardá-las.
Andreas Kisser passando as camisas do Palermo e do Chelsea para o novo acervo que irá guardá-las.
Algumas peças foram autografadas, como a camisa dos USA do Coby Jones.
Algumas peças foram autografadas, como a camisa dos USA do Coby Jones.

A hora passava e a noite paulistana pedia passagem. Dentro da galeria Ouro Velho um bate-papo sem pressa de acabar onde os presentes relembraram jogadores, partidas, Copas do Mundo ganhas, perdidas, shows e muitas, muitas camisas e altas risadas.

Um evento pequeno, dada a imensa simpatia e carisma do músico, que transformou uma tarde de sábado em uma grande volta ao passado, aos jovens que vivenciaram o auge dos anos 90, dentro e fora das quatro linhas.

No final, o dono da festa volta ao presente, chama um Uber e se vai, deixando no ar a pergunta: quando será o próximo?

Fábio Vilela

Fábio Vilela cozinha, desenha, fotografa, coleciona camisas e gosta de falar de futebol. Adora lembrar dos craques dos anos 90 e da época de ouro do Calcio. Relembra com nostalgia dos seus esquadrões de futebol de botão, que ele mesmo fazia. Fã de polêmicas e de Cantona, Sérgio Ramos, Luis Suarez, Batistuta e acha La Bombonera o estádio mais legal do mundo.

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