Dez homens e um destino

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Casemiro e a Taça da UEFA Champions League

Sábado, Casemiro foi o 10º jogador brasileiro a marcar nas finais da Liga dos Campeões da UEFA.

Entrou para um seletíssimo grupo onde figuram grandes de craques da bola em todos os tempos e outros nem tão craques, mas que não deixam de ser grandes jogadores e que demonstraram, que além de tudo, também tem uma estrela em decisões.

Além de Casemiro, cria da base do São Paulo Futebol Clube, e autor do segundo gol que abriu caminho para o décimo segundo título do clube de Madri, no Millennium Stadium em Cardiff, País de Gales, tivemos ainda:

Neymar, que encanta o Brasil e o mundo vindo da base do Santos Futebol Clube, anotou seu gol pelo Barcelona na final de 2015 na vitória de 3:1 contra a Juventus no Olympiastadion em Berlin. Ele foi importante na campanha do clube catalão sendo artilheiro do torneio ao lado dos companheiros Messi e Suarez. Neymar ainda se tornaria, com essa conquista, o nono jogador da história a conquistar os títulos da Copa Libertadores e da UEFA Champions League.

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Neymar comemorou o título da UEFA Champions League em 2015,

O lateral esquerdo Marcelo, que surgiu na base do Fluminense e logo foi para o Real Madrid, onde já completou mais de 400 jogos com a camisa merengue, anotou o seu gol na prorrogação da final de 2014 contra o Atlético de Madri em Lisboa, no Estádio da Luz. Em um jogo dramático para a torcida dos merengues onde perdiam a decisão até os 48 minutos da etapa final, Marcelo viu o companheiro Sérgio Ramos empatar a partida e levar a decisão para a prorrogação. Aí veio o passeio dos de branco com Marcelo fazendo o terceiro gol da goleada por 4:1.

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Marcelo comemorando seu gol, o terceiro do Real na vitória sobre o Atlético de Madri,

Belletti, que após ser três vezes campeão paranaense e brasileiro de futsal na infância, entrou por acaso para a base do Cruzeiro e de lá passou por vários clubes até sair do banco de reservas, aos 26 minutos do segundo tempo, e fazer o gol do título do clube catalão na final em 2006, onde o Barcelona venceu o Arsenal por 2:1, de virada, no Stade de France em Paris.

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Belletti comemora a volta por cima e o título de campeão europeu de 2006.

Carlos Alberto, meia também revelado pelo clube das Laranjeiras, anotou o seu tento em 2004 e entrou para a história do português Porto. Ele fez o gol que abriu o placar contra o Monaco na Arena AufSchalke em Gelsenkirchen, na Alemanha. Carlos Alberto tinha apenas 19 anos na época e é um dos mais jovens jogadores a marcar gol nas finais da UEFA Champions League.

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Carlos Alberto comemora a conquista da UEFA Champions League em 2004.

Deco, meia que começou no Guarani de Campinas e rodou pelo Brasil e Portugal, sendo dispensado inclusive pelo Benfica, marcou também, junto com Carlos Alberto, na final de 2004. Ele fez o segundo gol da vitória de 3:0 sobre o Monaco, na Arena AufSchalke, na cidade de Gelsenkirchen, garantindo o segundo título europeu do clube. O treinador da equipe era o português José Mourinho que no ano anterior já havia levado o clube ao título da liga portuguesa e da Copa da UEFA.

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Deco beija a taça da UEFA Champions League em 2004.

O zagueiro pentacampeão Lúcio, anotou o dele  pelo Bayer Leverkusen em 2002, empatando a partida de cabeça, ainda no primeiro tempo, na derrota por 2:1 contra o Real Madrid no Hampden Park, em Glasgow. A partida é lembrada pelo gol do francês Zinedine Zidane, para muitos o gol mais bonito da história das finais da UEFA Champions League. Lúcio, foi o único brasileiro a marcar e não ser campeão. Revelado pelo Clube de Regatas Guará, passou pelo Inter em Porto Alegre antes de chegar ao futebol alemão.

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Lúcio comemora o gol contra o Real Madrid.

Juary, revelado pelo Pavunense, clube carioca que já chegou a disputar a segunda divisão estadual, iniciou sua carreira profissional no Santos no final da chamada “Era Pelé”. De lá rodou pelo exterior, principalmente pela Itália, até chegar ao Porto e ser mais um brasileiro a gravar seu nome na história do clube ao sair do banco com a camisa 13 e dar um passe para gol e logo depois anotar o gol do título em 1987, na virada contra o Bayern de Munique de Matthäus e Rummenigge, no Praterstadion em Viena.

Juary na Final da Champions

Juary corre para comemorar o gol da virada frente ao Bayern.

Jair, revelado pela Portuguesa, foi reserva de Mané Garrincha na Copa do Mundo de 62. No grupo que fez parte da Seleção Canarinho, ganhou o nome da Jair da Costa, para não ser confundido com um outro Jair que 8 anos depois seria chamado de “Furacão da Copa”. Após o Mundial, chegou a Milão para vestir a camisa nerozzurri da Internazionale, sendo 4 vezes campeão italiano e ganhando dois títulos europeus: em 64 contra o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano e em 65 contra o Benfica de Eusébio. E foi nessa partida, jogando em Milão, que Jair virou herói ao anotar o único tento da partida no final do primeiro tempo.

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O San Siro lotado olha a bola passar no meio das pernas do arqueiro português Costa Pereira.

José Altafini, mais conhecido como Mazzola, revelado pelo Clube Atlético Piracicabano foi o primeiro brasileiro a marcar em finais de torneios europeus. Titular da Seleção Brasileira na Copa de 58 e da Squadra Azzurra em 62, Altafini, como era chamado na Itália, é o 4º maior artilheiro da história da Série A Italiana e foi dono por quarenta anos do recorde de gols em uma mesma edição de Liga dos Campeões da Europa, sendo superado por Cristiano Ronaldo apenas em 2014. Na final, em 1963 no estádio de Wembley, em Londres, marcou os dois gols da virada histórica do Milan frente ao bicampeão Benfica de Eusébio.

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Altafini anotou os dois tentos dos Rossoneri na final contra Eusébio e cia.

Fábio Vilela

Fábio Vilela cozinha, desenha, fotografa, coleciona camisas e gosta de falar de futebol. Adora lembrar dos craques dos anos 90 e da época de ouro do Calcio. Relembra com nostalgia dos seus esquadrões de futebol de botão, que ele mesmo fazia. Fã de polêmicas e de Cantona, Sérgio Ramos, Luis Suarez, Batistuta e acha La Bombonera o estádio mais legal do mundo.

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