Estádio Godofredo Cruz

O Por Fora das 4 Linhas está no ar. Hoje visitando Campos dos Goytacazes no Rio de Janeiro para contar um pouco do Estádio Godofredo Cruz, que era a casa do tradicional Americano. Era porque o local está passando por uma reformulação total. Quem nos contará mais sobre o local é o torcedor do Americano Robinho Barros, de 26 anos, Bacharel em Direito e claro, um apaixonado pelo antigo estádio.

Robinho, nos fale um pouco sobre o antigo estádio Godofredo Cruz.

“O Godofredo foi o terceiro estádio do Americano. O primeiro estádio foi na Rua Rocha Leão, onde o Americano ficou por 3 anos. Em 1917, o clube foi para a Rua São Bento, onde ficou até 1953. Nesse ano, o Americano jogou a metade do campeonato do no estádio, e o restante no campo do maior rival, o Goytacaz.
O então Presidente do Americano Futebol Clube, Rubens Moll, com a colaboração de Lenicio Vianna da Cruz, que era vice presidente, João Silvestre Ribeiro de Castro e Natalino Andrade, negociaram a compra do terreno com o usineiro, Julião Nogueira, que era o dono dele.

O estádio foi batizado com o nome de um dos primeiros presidentes da história do Clube, Godofredo Cruz.

O Godofredo Cruz foi inaugurado em 1954, partida entre Bangu 4×1 Goytacaz. O primeiro gol no estádio foi marcado por um jogador ( Lucas ) do Bangu. Pela partida de fundo, o Americano perdeu por 3×2 para o Vasco da Gama. O cruz-maltino ainda tinha diversos jogadores que participaram da Copa do Mundo em 1950. Nesse ano de 1954, onde o clube completaria 40 anos de fundação, ganhou tudo. Dentre os titulo, teve a Taça Cidade de Campos, campeonato campista, campeonato carioca, se tornando o primeiro clube campista a ser campeão, e por fim, ganhou o torneio inicio.”

O Godofredo Cruz nos anos 70

E o publico Robinho ?

“O maior público do Godofredo Cruz foi em uma partida contra o Flamengo em 1983, com 22.853 pessoas no estádio ( maioria alvinegra ). A partida acabou empatada em 2×2. O segundo maior público do estádio foi em sua estreia pelo Campeonato Brasileiro em 1975 contra o Santos.”

Infelizmente com uma gestão passada de quase 20 anos a frente do clube, tiveram a ideia da demolição do antigo estádio, causando grande tristeza ao torcedor americano. Claro que o fato refletiu no time com fracas campanhas em campo. Agora com uma nova gestão no comando do clube a ideia é buscar um novo Americano ainda mais forte. Em uma nova casa que tem como uma última promessa a conclusão da obra pro final de 2019.

” O estádio foi demolido em 2014, onde à época, tinha capacidade para 12.300 torcedores. No inicio, sua capacidade era para 25 mil pessoas. A área do estádio foi permutada em troca de um CT com 3 campos de futebol, instalações sociais e administrativas e um estádio com capacidade para 8 mil torcedores.”

Robinho conta ainda que a última partida realizada no antigo estádio foi pela série B do Campeonato Carioca em 2013, com o empate por 1×1 com o Barra Mansa. O último gol da partida foi marcado por Laerte, zagueiro que fez história no alvinegro.

Nosso convidado Robinho no ultimo jodo do Godofredo Cruz antigo

Robinho ainda nos conta dos grandes jogos já realizados no Godofredo.

“Grandes jogos ocorreram no Godofredo Cruz. Em 1975, o Americano derrotou seu maior rival, Goytacaz, pelo placar de 1×0 e se sagrou ênea campeão campista. O gol da partida foi marcado pelo maior jogador da sua história, Paulo Roberto. Em 15 de Julho de 75, na reabertura do Godofredo Cruz, o Americano empatou por 1×1 com a Seleção Brasileira de Amadores. Outro grande jogo foi a estreia do Clube no Campeonato Brasileiro, derrotando o poderoso Santos pelo placar de 2×1.

Em 93, o Americano tirou a invencibilidade de 43 partidas do Vasco da Gama, o derrotando por 1×0 com gol de Pelica.
Em 2002, o Americano conquistou a Taça Guanabara em seu estádio, derrotando o Vasco pelo placar de 2×1, com dois gols de Luciano Vianna. Vasco esse de Hélton, Leo Moura, Euller e Romário.
Em 2002, o Americano derrotou o Santos pelo Torneio Rio São Paulo pelo placar de 3×2. Esse mesmo Santos que viria a ser campeão brasileiro no mesmo ano.
Em 2009, derrotou o Botafogo pelo jogo de ida da Copa do Brasil por 2×1, vinda a elimina-lo da competição.”

Robinho ainda destaca que presenciou grandes jogos no local mas esse contra o Santos pelo Rio-SP foi épico pra ele.

O Futuro do Americano

Robinho, claro que todo torcedor quer mandar jogos em sua casa e mesmo deixando todo o charme do passado de lado, o Americano terá um novo Godofredo Cruz pra mandar seus jogos em breve. Você como torcedor do clube, o que espera nessa nova casa do time?

“Espero que possa ser a retomada dos grandes tempos que o Americano teve. Voltar a figurar na elite estadual e em competições nacionais, como fizemos esse ano na Série D. Espero também que a população de Guarus possa abraçar o Clube em sua nova casa.
Esperamos o Americano forte novamente, e para que isso ocorra, termos nosso estádio de volta será essencial.
Tenho certeza que voltaremos mais fortes do que antes.”

As Reformas do Novo Godofredo Cruz em andamento

Bom pessoal, aí está o relato de um apaixonado não só pelo time de coração mas também pela antiga casa do Americano. É a primeira vez que o Por Fora das 4 Linhas conta a história de um estádio que foi demolido. Pelas imagens é notório todo o charme que tinha o Godofredo Cruz na cidade de Campos. Aquele típico estádio do interior rodeado de casas, próximo a tudo, de fácil acesso. Nós do Na Gaveta esperamos que esse novo estádio traga alegrias ao torcedor do Americano. Que seja mais um ponto de grande visitação em Campos e que a torcida local abrace o time da sua cidade. Que no futuro o nosso colaborador de hoje, o Robinho possa nos contar belas histórias do novo Godofredo Cruz. A futura nova casa do Americano FC.

E fica aqui o nosso agradecimento ao torcedor Robinho Barros, contando sobre o Estádio Godofredo Cruz. Esse foi o personagem de hoje no Por Fora das 4 Linhas que estará de volta no próximo sábado em algum gramado do nosso Brasil.
Até lá!

Por Marcelo Sampaio.
Colaboração de Robinho Barros.
Imagens do antigo e novo estádio de Robinho Barros.

Emerson Morelli

Fanático por futebol desde garoto, o colecionismo se tornou uma extensão disso.

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