Inglaterra e sua missão: Evitar mais um fracasso

 

A seleção inglesa chega a Russia com o objetivo de minimizar os fiascos apresentados nas competições passadas. Embora renovada, a equipe é uma incógnita para esse mundial.

Decepções até a Copa

A campanha da Inglaterra no Brasil foi patética e superou negativamente o insucesso em 1958. A seleção foi lanterna do grupo D com apenas 1 ponto e dois gols marcados. No entanto, isso não bastou para que as coisas mudassem na terra da rainha. Inexplicavelmente, o comandante Roy Hodgson seguiu a frente para um fracasso anunciado: Euro 2016.

Os precursores do futebol caíram num chaveamento relativamente tranquilo, que contava com Rússia, País de Gales e Eslováquia. No entanto, o pragmatismo apresentado anos anteriores veio à tona mais uma vez. A Inglaterra avançou nesse grupo com apenas uma vitória e jogando um futebol medíocre. O adversário nas oitavas era a coadjuvante Islandia, que já havia empatado com Portugal na fase inicial. Uma derrota por 2×1 eliminou os ingleses e finalmente, o técnico Roy Hodgson renunciou o comando da seleção.

Era a chance de planejar com um comandante que possuísse novas formas e filosofias de jogo, certo? Não para a FA. A federação apostou em Sam Allardyce, um técnico obsoleto, com carreira sólidas em times pequenos, e o principal: sem títulos. Não havia a mínima chance dessa relação durar muito tempo. O Big Sam foi demitido após ser flagrado negociando uma comissão para representar investidores estrangeiros que queriam lucrar com transferências internas na Premier League.

Gareth Southgate, ex jogador e na época treinador do sub 21 foi o sucessor de Sam Allardyce. A Inglaterra aproveitou o seu fraco grupo e se classificou sem sustos para a copa. Longe dos favoritismo em outros tempos, a equipe chega com expectativas mais modestas, e isso pode ajudá-la a evitar mais um fracasso.

As boas opções táticas

A inglaterra se classificou para o mundial jogando num 4-2-3-1 tradicional nos dias de hoje. No entanto, desde a última partida do grupo contra a Lituânica que Southgate mudou a formação. O comandante optou pelo variável 3-4-3.

Com esse sistema, a intenção é fornecer um suporte para um elenco jovem e priorizar a posse de bola. No entanto, é extremamente arriscasdo quando se tem zagueiros que não são 100% confiáveis. A maior prova disso foi o deslocamento de Walker, lateral de origem, para fazer o terceiro zagueiro pelo lado direito. Seus companheiros de zaga seram Stones e resta a dúvida entre Maguirre ou o experiente Cahill.

Na ala direita, Trippier é titular absoluto. Para muitos, ele foi o melhor jogador em sua posição na última edição da Premier League. É um atleta que apoia bem, mas não deixa a desejar na marcação, o que é crucial num sistema com 3 zagueiros. Do outro lado, Young é mais cauteloso em suas investidas no ataque. Ele é um jogador com muita força física e importantíssimo na marcação.

O meio-campo proporciona várias alternativas. O habitual, é se ter um volante à frente dos 3 zagueiros e dois meias por dentro, além dos alas espetados. Esse volante deverá ser Jordan Henderson. O capitão do Liverpool é o ponto de equilíbrio entre a transição de defesa ao ataque, principalmente quando as alas estão congestionadas. Ao seu lado, Southgate pode utilizar Loftus-Cheek, caso queira melhorar o passe, ou Lingard, para ter mais velocidade e intensidade. Além de um desses dois, Dele Alli complementa a meiuca inglesa. É um jogador extremamente criativo e que aparece inúmeras vezes na área para finalizar, como um terceiro atacante. Caso esteja com dificuldades em furar bloqueios, o comandante poderá optar por recuar Dele Alli e colocar mais um jogador no ataque.

O setor ofensivo da Inglaterra é comandado pelo craque e capitão Harry Kane. O centro avante do Tottenham é uma máquina de fazer gols e é a esperança da torcida por dias melhores. Ao seu lado, Raheem Sterling é o atacante com mais mobilidade, que cai pelas beiradas para tentar abrir espaço e municia-lo. Outra opção seria jogar com dois atacantes mais fixos: Kane e Vardy. E as variações não param por ai. Caso queira um time mais rápido pelos lados pode recuar Dele Alli e jogar com: Rashford e Sterling pelos lados e Kane centralizado.

Palpite para a escalação contra a Tunísia: Pickford; Walker, Stones e Maguirre; Trippier, Henderson, Lingard e Young; Dele Alli, Sterling e Kane.

Exigir título da Inglaterra é demais. No entanto, não é aceitável mais um fracasso.

 

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