Intocáveis – “Il Codino Divino”

 

 

Nascido em Caldogno em 18 de fevereiro de 1967, recentemente completou 50 anos como você viu aqui no Blog Na Gaveta, esse meia atacante rodou um pouco no futebol italiano, começando no pequenino Vicenza, em 1982 com 15 anos, depois teve passagens na Fiorentina, Juventus, Milan, Bologna, Internazionale para finalmente encerrar sua brilhante carreira no Brescia em 2004 com 37 anos. Esse franzino jogador protagonizou feitos incríveis dentro do Calcio Italiano, começando pelo fato de ter jogado nos três principais times do país e ser ídolo em todos eles.

No seu currículo vitorioso podemos destacar uma Copa da UEFA, uma Copa da Itália e dois campeonatos italianos.

Parecem poucos títulos para o talento que carrega e acabou compensado por muitos prêmios individuais como o de melhor jogador europeu sub-23 em 1990, artilheiro da UEFA em 90/91 com 9 gols, Bola de Ouro, Onze D’Or, FIFA Best Player of World todos esses em 1993, Bola de Prata e All-Star Team em 1994.
Em 1999 ficou como décimo sexto melhor jogador do mundo no século 20, pela World Soccer.
Em 2000 entrou para o time do século da seleção italiana.
Em 2001 foi o Guerin d’Oro.
Em 2002 estava no Dream Team de todos os tempos da FIFA e no top 100 da FIFA em 2004.
São prêmios individuais que consolam um pouco uma carreira de tanto talento e jogadas geniais.

Surgiu para o mundo em 1990 na Copa do Mundo na Itália e apesar da reserva, todas as vezes que entrou em campo fazia a diferença, o que deixou a torcida muito irritada com a não titularidade no jogo contra a Argentina pela semifinal da competição. O pouco tempo que esteve no jogo quase conseguiu levar o time à vitória, mas não foi suficiente e a seleção caiu nos pênaltis. Já na decisão do terceiro lugar contra a Inglaterra ele fez um dos gols da vitória.

Na Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos, ele desembarcou como o melhor jogador do mundo e apesar de uma primeira fase muito discreta, na fase seguinte ele carregou o time até a final com jogos memoráveis contra a Nigéria, Espanha e Bulgária. Nesses jogos a Itália marcou 6 gols dos quais 5 foram dele, garantindo o time na final da competição contra o também tri campeão Brasil. Na partida contra a Bulgária ele sentiu uma lesão que comprometeria sua participação no próximo jogo, mesmo lesionado ele foi para a partida e apesar de apagado ainda finalizou duas vezes contra o gol defendido por Taffarel. Após o empate no tempo regular e na prorrogação a decisão foi para os pênaltis e como a vida não é justa restou logo a ele perder a cobrança decisiva, uma injustiça que carrega até hoje, onde muitos brasileiros brincam dizendo que ele é o mais brasileiro dos italianos.

Na França em 1998, ele teve sua redenção individual em Copas do Mundo, logo no início teve um pênalti para exorcizar a cobrança perdida na edição anterior, converteu e fez talvez sua melhor Copa, pena que não foi o suficiente para a seleção italiana vencer e conquistar seu tetracampeonato, acabaram caindo para a França nas quartas de final também numa decisão por pênaltis.

Em 2002 toda a Itália queria que ele participasse de sua quarta Copa do Mundo na Ásia, mas o único italiano que poderia decidir, resolveu não o convocar.

Sua carreira foi marcada por muitas e muitas lesões desde do princípio no Vicenza até o final no Brescia, mais que um jogador de futebol, ele foi um guerreiro apaixonado em jogar e superou as dores das lesões para atuar em alto nível.

Prazer, Roberto Baggio, o primeiro Intocável do Na Gaveta.

Rodrigo Pedrosa

Membro da família Na Gaveta, apaixonado por esportes, colunista do Manchester United no Manchester United Brasil, colecionador, Pai de Alice e Carol, atleta de handebol no Clube Português do Recife...

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1 Response

  1. 17/05/2019

    […] completar o meio-campo “Il Codino Divino” . Roberto Baggio era magnifico em campo e foi o maior jogador italiano dos anos 90.  […]

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