Intocáveis – “il gladiatore”

Nascido na capital italiana, Roma, na região da Lácia, em 27 de setembro de 1976. Esse jogador é um dos últimos fiéis ao clube do coração, chegou ao Roma nas divisões de base em 1989 com 13 anos e em 1992 já estava entre os profissionais, defende o clube até hoje, e pretende parar de jogar ao final da temporada, encerrando uma carreira com apenas a camisa da Roma. Alcançou o título de super-herói para os italianos. Na Squadra Azzurra jogou pouco mais de 50 partidas, muito menos do que deveria.

Em sua carreira podemos destacar uma Copa do Mundo, em 2006, como um dos principais jogadores da seleção, um Campeonato Italiano, duas Copa da Itália, duas Supercopa Italiana. Poucos títulos para uma carreira tão brilhante.

Individualmente não é diferente, ele conquistou muito menos do que mereceu, prêmios como o Guerin D’Or, por duas vezes, jogador da final da Euro 2000 e por 4 vezes ficou entre os dez melhores do mundo. Esses são alguns dos prêmios individuais que ele conquistou em uma carreira que, infelizmente, não foi tão premiada.

Sua primeira Copa do Mundo foi em 2002, no Japão e Coréia do Sul. Ele desembarcou com uma copa de atraso, pois toda a Itália esperava sua convocação para a copa anterior. Titular, fez uma boa copa, mas foi expulso num lance controverso e assistiu de fora o restante da polêmica partida que eliminou a Itália nas oitavas de final.

Na Alemanha em 2006, ele teve sua melhor atuação individual em Copas do Mundo, jogou os sete jogos da Itália na caminhada pelo título, deu 4 passes para gol e marcou uma vez contra a Austrália, nas oitavas de final, o que o levou a estar entre os 23 melhores da competição. Vale lembrar que ficou próximo de não participar dessa copa, pois em fevereiro teve uma lesão grave e passou três meses para se recuperar.

Após a copa de 2006 ele se aposentou da seleção e em 2007, após uma grande pressão para que ele voltasse a defender a Itália, ele dá essa declaração: “O meu problema principal é físico. Com os problemas que tenho no joelho, tornozelo e costas não posso jogar simultaneamente por Roma e seleção. Descobri um número máximo de jogos que posso fazer por ano. E, para isso, infelizmente tenho de renunciar à seleção, porque à Roma não posso, é a prioridade.”

Também teve participação fantástica na Eurocopa 2000, marcando dois gols.

Sua longínqua carreira, apesar das lesões, foi marcada por sua fidelidade ao Roma. Continua a jogar em altíssimo nível pelo menos nos minutos em que está em campo.

Esse é Francesco Totti, mais um Intocável do Na Gaveta.

Rodrigo Pedrosa

Membro da família Na Gaveta, apaixonado por esportes, colunista do Manchester United no Manchester United Brasil, colecionador, Pai de Alice e Carol, atleta de handebol no Clube Português do Recife...

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1 Response

  1. 05/05/2018

    […] 10: Francesco Totti (1998–2006) […]

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