Intocáveis – “tradizione di famiglia”

 

Nascido na cidade italiana de Milão, em 26 de junho de 1968. Um sobrenome que quase se confunde com o único clube que defendeu na vida, pode se dizer que ele não chegou ao Milan e sim nasceu lá. Entrou nas divisões de base em 1978 e em 1984 com 16 anos já estava entre os profissionais, defendeu o clube até 2009, atuando em mais de 900 jogos pelo rubro-negro de Milão. Também teve destaque na Squadra Azzurra jogou pouco mais de 120 partidas, e atuou em quatro copas.

Se alguém tem uma carreira vencedora, com certeza é ele, podemos destacar cinco títulos da Liga dos Campeões, sete Campeonatos Italianos, uma Copa da Itália, cinco vezes a Supercopa Italiana e mais cinco títulos da Supercopa Europeia, são vários títulos premiando uma carreira extraordinária.

Individualmente é um pouco diferente, apesar de sempre estar entre os principais jogadores do elenco, ele conquistou muito menos do que mereceu, o prêmio Bravo em 1989, seleção da copa de 1994 e jogador do mesmo ano pela World Soccer, duas vezes seleção da Eurocopa e também duas vezes seleção da UEFA, além do melhor jogador do mundial de clubes em 2003. Muito pouco para esse gigante zagueiro.

Sua primeira Copa do Mundo foi em casa, na Itália, em 1990. Presente na favorita Azzurra junto com Baresi, Schillaci e o fenômeno Roberto Baggio. Ele fazia parte da defesa que fez Walter Zenga bater o recorde de tempo sem sofrer gols. Não contavam com uma Argentina endiabrada na semifinal e tiveram que amargar o terceiro lugar na competição, uma injustiça para essa geração italiana.

Nos Estados Unidos em 1994, ele teve sua melhor atuação individual em Copas do Mundo, estava em seu auge com 26 anos. Jogou brilhantemente pela Itália na caminhada até a final, coroando sua participação com uma partida perfeita na final e garantindo o 0x0, contra o Brasil, mas foi castigado com o resultado final nas penalidades, de consolo ficou como um dos melhores zagueiros da competição.

Na copa de 1998, na França, o então capitão da Itália viu novamente nos pênaltis a chance de ser campeão do mundo escorrer pelos seus dedos, e a mais uma chance de sua geração comemorar o título passou. Desta vez o carrasco foi a França, os donos da casa.

Em 2002 na copa do Japão e Coréia também estava presente, sua última chance de coroar uma carreira tão vitoriosa nos clubes com um título pela seleção. E com uma arbitragem desastrosa a Itália deu adeus a competição nas oitavas de final, contra os anfitriões, Coréia do Sul. No fim as taças ficaram apenas para o Milan, o que o fez após a eliminação anunciar sua aposentadoria da Squadra Azzurra.

Em 31 de maio de 2009, na vitória por 2×0 frente a Fiorentina, ele recebeu sua última homenagem, junto com sua aposentadoria o número 3, que carregou na sua carreira, também foi aposentado pelo clube, dando uma brecha apenas para os descendentes dele caso seguissem seu caminho.

Esse é Paolo Maldini, mais um Intocável do Na Gaveta.

Rodrigo Pedrosa

Membro da família Na Gaveta, apaixonado por esportes, colunista do Manchester United no Manchester United Brasil, colecionador, Pai de Alice e Carol, atleta de handebol no Clube Português do Recife...

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1 Response

  1. 17/05/2019

    […] e ganhou todos os títulos europeus possíveis. Pela esquerda outro monstro do futebol italiano. Paolo Maldini é uma bandeira do Milan e da seleção italiana. Jogador técnico de excelente vigor físico e um […]

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