Jermain Defoe – Nas Asas de um Anjo…

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A Carreira dentro dos campos

Jermain Defoe é um futebolista inglês de 35 anos, nascido em Londres. Filho de pai dominicano e mãe proveniente da ilha de Santa Lúcia, localizada também nas Caribe. Defoe foi sempre um jogador de primeira linha na Premier League, tendo jogado fora de Inglaterra menos de 1 ano, na MLS ao serviço do Toronto FC.

Ponta de lança, faz da sua velocidade e poder de desmarcação as suas principais armas. Sendo atualmente o sétimo melhor marcador da história da Premier League. Ao serviço da seleção, Defoe conta com 57 presenças e 20 gols marcados.

Apesar do seu registo goleador e de ter sido um jovem promissor, nunca alinhou num dos grandes do país. O Tottenham foi o clube mais midiático que representou. Porém naquela altura ainda não apresentava a pujança dos dias de hoje. Apesar dos muitos gols marcados, não ganhou nenhum troféu cole.tivo na sua já longa carreira, somando sim alguns prêmios individuais.

O Cidadão Defoe

No entanto, Defoe não foi e não é apenas um futebolista. É um cidadão atento e preocupado com o que se passa no mundo atual. Por isso em 2013 fundou a Fundação Jermain Defoe. A fundação é  destinada a apoiar crianças vulneráveis, sem abrigo e vítimas de abusos no país natal da sua mãe, Santa Lúcia, o qual conhecia bem devido às viagens anuais desde tenra idade para visitar a família. Desde a sua criação, a Fundação expandiu a sua causa para outras ilhas do Caribe e também para o Reino Unido. A expansão para a Velha Albion deveu-se ao amor que nasceu entre Defoe e Bradley.

Mas afinal quem era Bradley ? E como nasceu essa paixão? 

Bradley era um menino adepto do Sunderland a quem foi diagnosticado um neuroblastoma aos 18 meses de idade, um tumor maligno que incide principalmente em crianças. O nosso pequeno grande herói lutou contra a doença mais de 2 anos. Conseguiu vencer, mas entretanto aconteceu uma recaida. O inimigo silencioso voltou em Julho de 2016 e em Dezembro a família foi informada que era terminal.

Em Setembro daquele ano, após uma campanha dos adeptos, o clube convidou Bradley para ser a mascote do clube no jogo contra o Everton. Os adeptos dos “Black Cats” organizaram o cântico “One Bradley Lowery” ao qual se juntaram os adeptos dos “Toffees”, num momento de apoio a uma só voz ao menino.

É a partir deste jogo que nasce um amor infinito entre Bradley e Jermain. Uma ligação que apesar da distância entre o Céu e a Terra jamais será quebrada e que perdurará até à eternidade. Jermain tornou-se o herói de Bradley, e o menino tornou-se o melhor amigo do craque inglês. Defoe visitava o seu amiguinho com regularidade, tanto em sua casa como no hospital.

Bradley tornou- se conhecido por todo o globo e em Dezembro de 2016 recebeu 250 mil postais de Natal. Nesse mesmo mês foi-lhe atribuido o prémio de gol do mês da Premier League no programa Match of the Day. Foi após ter convertido um penalti antes do jogo Sunderland vs Chelsea.

Em Março de 2017, Bradley concretizou mais um sonho. Em Wembley, foi o mascote da seleção inglesa entrando em campo com o seu ídolo, que nesse mesmo jogo marcou o seu último golo pela seleção. Em Julho de 2017 acontece o que todos temiam, o falecimento de Bradley. Em Dezembro de 2017, Bradley ganhou o prêmio de Personalidade Desportiva do ano em Inglaterra, atribuído pela BBC.

A expansão da Fundação de Defoe  

Em homenagem ao seu melhor amigo, Jermain Defoe expande o raio de ação da sua fundação para o Reino Unido, para ajudar a angariar fundos para as crianças daquele país com doenças graves. Atualmente a Fundação Jermain Defoe trabalha também conjunto com a Fundação Bradley Lowery.

Foi então na passada sexta feira, 8 de Junho, que Jermain foi agraciado por Sua Majestade Rainha Elisabete II, com o título de Oficial da Mais Excelente Ordem do Império Britânico, pelos serviços prestados pela sua fundação de caridade. O jogador dedicou esta conquista ao seu melhor amigo. E foi com a mãe de Bradley primeira pessoa com quem Defoe partilhou esta honra.

Depois de uma carreira bonita mas sem troféus, Defoe recebe este reconhecimento que para ele significará certamente mais que uma Bola de Ouro ou uma Liga dos Campeões.

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