Insólito FC | Um manto em homenagem à Nossa Senhora Aparecida

A Seleção Brasileira tem uma mística com a camisa amarela.

Por onde passa a Seleção Canarinho é reconhecida e idolatrada. Mas, por mais de meio século a nossa seleção usou camisas brancas, sendo o branco abandonado após a trágica final da Copa de 1950.

Em 1952 o jornal carioca Correio do Amanhã criou um concurso para escolher a nova camisa da Seleção Brasileira. E ela nasceu pelos rabiscos de um gaúcho de apenas 19 anos. Aldyr Garcia Schlle desenhou o uniforme da seleção com uma camisa amarelo ouro com detalhes em verde, calções azuis e meias brancas.

Uniforme da Seleção Brasileira

Esboços do novo uniforme da Seleção Brasileira do concurso do jornal Correio do Amanhã.

A estréia das novas cores aconteceu nos Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinque.

O amarelo foi o manto usado até a final da Copa do Mundo de 1958 na Suécia. Os donos da casa e a nossa seleção usavam o amarelo e por conta de um sorteio, a Suécia usaria o amarelo na grande final no Estádio Råsunda, na cidade de Solna.

Sem um uniforme reserva, foram compradas às pressas camisas azuis para a disputa da partida.

Com medo da reação dos supersticiosos jogadores pela troca do amarelo, Paulo Machado de Carvalho que era chefe da delegação brasileira na Suécia, apresentou o uniforme reserva da Seleção Brasileira dizendo:  “Nós vamos vencer, vamos jogar com a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida“.

Problema solucionado. Os jogadores abraçaram a idéia e ajudaram a comissão técnica a descosturar os escudos e números das camisas amarelas e costurá-los nas novas camisas azuis.

Nem o gol sueco no início abalou a confiança daquele time.

Didi pegou a bola no fundo do gol, o Brasil goleou os suecos e conquistava o seu primeiro mundial com a benção de Nossa Senhora Aparecida.

A camisa com as cores do manto de Nossa Senhora Aparecida

A camisa com as cores do manto de Nossa Senhora Aparecida.

 

Fábio Vilela

Fábio Vilela cozinha, desenha, fotografa, coleciona camisas e gosta de falar de futebol. Adora lembrar dos craques dos anos 90 e da época de ouro do Calcio. Relembra com nostalgia dos seus esquadrões de futebol de botão, que ele mesmo fazia. Fã de polêmicas e de Cantona, Sérgio Ramos, Luis Suarez, Batistuta e acha La Bombonera o estádio mais legal do mundo.

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