Por fora das 4 linhas – Ilha do Retiro

Ilha do RetiroSábado é dia de estádio no NaGaveta e hoje a edição será especial, em comemoração aos 112 anos do Leão da Ilha ou como queiram, o Sport Club do Recife.

O rubronegro pernambucano conta com uma legião de fãs apaixonados e o NaGaveta não poderia ficar de fora dessa homenagem. Então o Por Fora das 4 Linhas de hoje terá a minha participação costumeira e um torcedor do Sport, o Rodrigo Pedrosa, que falará sobre o time de coração nessa data especial. E sendo assim, vamos começar pela casa do Leão, a Ilha do Retiro ou oficialmente chamado de Estádio Adelmar da Costa carvalho.

Adelmar foi um empresário da indústria e deputado. Atuou em várias causas humanitárias, sociais e desportistas. Foi presidente do Sport de 1955 a 1958 e ajudou na construção do estádio, durante seus dois mandatos . O apelido do estádio se deve ao nome do bairro em que se localiza e por isso até hoje é citado com muito orgulho por seus torcedores, Ilha do Retiro.

O terreno foi adquirido em 1936 e a inauguração do estádio ocorreu no ano seguinte, mais precisamente no dia 4 de Julho de 1937 e dessa forma o futebol pernambucano ganhava mais uma casa, de 34 mil lugares para a prática do esporte. Para a inauguração não poderia faltar seu maior rival, o Santa Cruz Futebol Clube e assim foi feito, rival histórico convidado e sem dúvida a expectativa de um grande duelo pelo momento marcante para os rubronegros. Naquele dia uma chuva torrencial caiu em Recife mas nada que abalasse o espetáculo que as duas equipes viriam a oferecer aos presentes e o jogo terminou em 6 x 5 para o Sport. Artur Danzi foi o primeiro jogador a balançar as redes da Ilha em favor do Sport e o jogo teve 5 empates, no final, Haroldo Praça faria de cabeça o gol de número 11 do novo estádio e assim decretando em 6 a 5 a vitória do Leão da Ilha.

O primeiro jogo oficial foi no dia 11 de Julho pelo Campeonato Pernambucano e o Sport recebeu naquele dia o Tramways Sport Club, clube hoje extinto de Recife e ficou no empate por 2×2.

A Ilha tinha capacidade para 34 mil pessoas mas a primeira e grande reforma ocorreu em 1950 quando o estádio foi escolhido para sediar uma partida da Copa do Mundo daquele ano e aí seus torcedores por amor não só ao Sport mas ao estádio, colocaram de fato a mão na massa e ajudaram na ampliação da Ilha do Retiro. Nessa reforma o anel superior foi fechado, aumentando a capacidade para mais 20 mil lugares, além de vestiários e túneis para jogadores e juízes. Tudo pronto, a Ilha recebeu sua primeira partida de Copa do Mundo no dia 27 de Abril de 1950, quando a seleção dos EUA enfrentou o Chile e a equipe sulamericana venceu por 5×2.

O maior público já registrado no local ocorreu em 1998 na final do Campeonato Pernambucano onde o Sport derrotou por 2×0 o Porto de Caruaru e naquele dia quase 57 mil pessoas estavam na Ilha.

Entre 1984 e 1994 mais uma reforma e aumento na capacidade do estádio com a construção de 2 tobogãs atrás dos gols e em 1995 mais dois lances de arquibancada foram inaugurados e batizados de “Curva do Wanderson e Curva do Dubeux”, uma homenagem aos ex presidentes do Sport Club do Recife.

Os anos passaram, a questão da segurança também não pode ser esquecida, e hoje a capacidade para torcedores sentados é de quase 34 mil lugares. A Ilha ainda conta com 158 camarotes e 10 cabines de imprensa. Grandes números, muita história e vitórias cercam a Ilha do Retiro e sem dúvida uma grande paixão aos torcedores do Leão.

Esse foi o Por Fora das 4 Linhas de hoje e agora passo a bola ao amigo Rodrigo Pedrosa, para que fale um pouco desse dia especial.

112 anos do Sport RecifeHá exatos 112 anos surgia para o mundo do futebol o Sport Club do Recife, como diz no hino, Guilherme de Aquino reuniu no Recife ardentes seguidores fundando uma nação de vencedores.

Torcer pelo o Sport é, por mais que pareça clichê, seguir esse hino que se entoa nas ruas da cidade em dias de jogo ou não. São cores que abraçamos tão forte que não tem mais como separar é uma escolha no que acreditamos como a fé na religião que seguimos.

É a tradição passada de pai para filho, gerações escrevendo a história das famílias que caminham lado a lado com a do clube. Uma emoção que deixa nosso coração batendo mais forte só em ver o brasão de listras negras e vermelhas com o imponente leão erguendo nosso escudo.

Poderia falar de tantos títulos, no domínio das terras pernambucanas, as conquistas nacionais, mas para o torcedor que ama o clube isso não faz diferença, amaríamos até sem títulos, pois para nós, novamente citando o hino, Sport é tudo que a vida tem de belo a oferecer, uma razão para viver.

Parabéns Sport Club do Recife

Por Marcelo Sampaio / Rodrigo Pedrosa
Imagem Google

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