Pru Gol – A Fiorentina de Batistuta e Edmundo

Carnaval.

Justo na estréia do Pro Gol, novo quadro quinzenal do nagaveta.com que fala sobre times de futebol de botão, os Deuses do Futebol conspiraram para que eu tivesse escolhido, meio que sem querer, há quase um mês, um time que tinha um jogador em especial, que no meio de tantas polêmicas, justamente no Carnaval conseguia ser o destaque. Edmundo, na época o Animal e a Fiorentina do final dos anos 90.

Sempre fui um apaixonado pelo futebol de botão.

Nos anos 80 cheguei a ter uma infinidade de times e sozinho travava os maiores campeonatos do mundo no canto do meu quarto. Anos mais tarde, abri mão da quantidade para ter somente dois esquadrões que quase semanalmente eu mudava de time e atualizava as escalações. Bastava um time novo aparecer no Calcio da Band ou algum clube desconhecido surgir nas matérias européias na revista Placar que eu já limpava as lentes e manualmente desenha meu novo esquadrão.

Sempre fui fã do atacante brasileiro. Mesmo são-paulino, não resisti e um dos meus times foi aquele esquadrão alviverde que tinha o camisa 7 como um dos destaques.

O futebol argentino sempre me fascinou e naqueles tempos um cara era meu atacante favorito: Batistuta, el Batigol.

Quando saiu a notícia da transferência do brasileiro por 9 milhões de dólares na janela de inverno da temporada 97/98 imagina o que aconteceu? Montei o time da Viola com a minha dupla de ataque infernal: Edmundo e Batistuta. Ainda tinha um tal de Rui Costa, maestro português para finalizar a trinca que infernizaria o Calcio e a Europa.

A dupla Viola: Edmundo e Batistuta

A dupla Viola: Edmundo e Batistuta.

Na Itália, Edmundo anotou apenas 4 gols em sua primeira temporada, atuando em 9 partidas. Na segunda temporada, logo no primeiro jogo da temporada foi expulso. Brigou com o então técnico na época Giovanni Trapattoni, que levava na bagagem 7 Scudettos, 3 Copas da Itália, 3 Copas da UEFA e 1 Copa dos Campeões da Europa, além do recém título alemão comandando o Bayern. Entre gols e brigas, a Fiorentina com Batistuta infernal liderava a briga pelo Scudetto. Até que a diretoria da Viola, liberou o brasileiro para passar o carnaval no Rio de Janeiro. Enquanto o Animal estava na Sapucaí, a equipe perdia a liderança do Calcio após derrota para a Udinese. Aliado a uma lesão do argentino, que desfalcou a equipe em 5 partidas, a Fiorentina não conseguiu manter o ritmo inicial e acabou terminando a temporada na terceira colocação. No final da temporada, Edmundo foi negociado com o Vasco da Gama e retornou ao Brasil na maior transação do futebol brasileiro na época.

Ainda jogador da Fiorentina, Edmundo marca presença no desfile do Salgueiro

Ainda jogador da Fiorentina, Edmundo marca presença no desfile do Salgueiro.

Como equipe de futebol, aquela Fiorentina da temporada 98/99, era sensacional. Conquistou o título simbólico de Campeão de Inverno na temporada. Foram 76 gols anotados, sendo 21 de Batistuta. Edmundo, apesar da temporada turbulenta anotou 8 tentos. A equipe ficou em terceiro lugar no Campeonato Italiano e foi vice-campeã da Coppa da Itália perdendo o título pelos 2 gols fora de casa anotados por Crespo e Vanoli em Florenza.

O esquadrão poderia ter conquistado muito mais e feito história. Não deu.

O esquadrão da Fiorentina.

O esquadrão da Fiorentina.

Apesar do sonho do clube em chegar a Copa dos Campeões da Europa e ter investido alto em jogadores como Moreno Torricelli, Jörg Heinrich, Guillermo Amor, Francesco Toldo, Stefan Schwarz e Andrei Kanchelskis, contando ainda Gabriel Batistuta, Rui Costa, Luis Oliveira e Domenico Morfeu e trazer um técnico experiente e multi campeão, fica na memória o esquadrão que quase encantou.

Fato é, que para os amantes do futebol de botão, vale a reunião de craques sob as mesmas cores e não há como negar que um ataque com Edmundo e Batistuta e um 10 como Rui Costa formaram um baita de um time.

A trinca Viola do final dos anos 90.

A trinca Viola do final dos anos 90.

Os lindos botões dessa Fiorentina, para quem quer ter em casa o seu esquadrão imortal, foram confeccionados pela galera da Primos League. A coloração metalizada na finalização do acabamento deixou o time mais lindo ainda.

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São muitíssimas opções para você ter na sua casa.

Fábio Vilela

Fábio Vilela cozinha, desenha, fotografa, coleciona camisas e gosta de falar de futebol. Adora lembrar dos craques dos anos 90 e da época de ouro do Calcio. Relembra com nostalgia dos seus esquadrões de futebol de botão, que ele mesmo fazia. Fã de polêmicas e de Cantona, Sérgio Ramos, Luis Suarez, Batistuta e acha La Bombonera o estádio mais legal do mundo.

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