Seleção de Futebol da Itália de Todos os Tempos

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Essa semana o Blog Enciclopédia do Futebol e o NaGaveta vão escalar a melhor Seleção Italiana de Todos os Tempos.

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Goleiro

No gol a lenda e capitão desse time Dino Zoff. Com certeza é a posição mais concorrida desse time. Zoff fez 112 partidas pela Seleção Italiana, ficou 1143 minutos sem sofrer um gol sequer pela seleção. Foi campeão do Mundo pela Seleção em 1982 e da Euro de 1968.

Laterais

Na Lateral-direita Giuseppe Bergomi o precoce zagueiro italiano. Começou na base interista em 1979, se tornou um ídolo do clube. Em 82 já disputava e ganhava sua primeira Copa anulando Rummenigge na final. São 758 jogos pela Inter o jogador que mais defendeu o clube. Na esquerda Giacinto Facchetti, outro jogador que fez história pela Inter. Só defendeu o clube em toda a carreira e ainda foi presidente. Apoiado pelo esquema com líbero do time, ele se atirava ao ataque, algo raro para um lateral na época. Foram mais de 60 gols pela Inter. Foi vice-campeão do mundo em 1970 e ganhou a Euro de 68 pela seleção.

Zaga

Na zaga um trio que poderia jogar em qualquer uma das posições. Pela direita dessa zaga a elegância e ótimo poder de marcação de Gaetano Scirea. De tão elegante e bom com a bola nos pés era atacante, passou para líbero e terminou a carreira como zagueiro. Foi campeão do Mundo em 1982 e ganhou todos os títulos europeus possíveis. Pela esquerda outro monstro do futebol italiano. Paolo Maldini é uma bandeira do Milan e da seleção italiana. Jogador técnico de excelente vigor físico e um poder de marcação absurdo, foi considerado por muitos o melhor defensor da metade final da década de 90. As 26 taças que ganhou pelo Milan (único time que defendeu na carreira), faltaram na seleção, mas nada que apague o brilho de um gênio da defesa.

Para fechar esse trio Franco Baresi, simplesmente o melhor líbero da história. Se Scirea deu uma nova cara a posição, Baresi se consagrou assim. Liderança, perfeito posicionamento, técnica, raça, assim era Baresi, um jogador completo para a posição. Chegou a ganhar o apelido de Beckenbauer dos anos 90. Baresi foi um gênio que fez com que outros gênios como Romário evaporassem em sua marcação.

Meio-Campo

Já que temos zagueiros de excelencia e laterais que são sensacionais no apoio e na defesa o meio-campo vai jogar para frente. Começanco com o Garoto de Ouro Gianni Rivera. Foi o primeiro italiano de fato a conquistar a Bola de Ouro em 1969. Dominava o meio-campo, técnico e ambidestro, tinha ótimos passes e chegava muito tempo para marcar seus gols. Conquistou a Euro de 68 na reserva. Foi vice-campeão do Mundo em 1970 e um ídolo milanista. Pela Seleção italiana foram 60 jogos e 14 gols.

Para acompanhar RIvera, o maior ídolo da história do Torino, um jogador que assombrou o Mundo durante a Guerra. Valentino Mazzola e o seu Grande Torino encantavam o Mundo. Mazzola tinha brio, garra, técnica. Roubava bolas na defesa e as levava até o gol ou próximo dele. Vencia quem passasse na frente do Torino. Mas infelizmente veio a tragédia de Superga, Mazzola deixou o mundo e o futebol de maneira precoce mas não sem antes deixar seu nome na história do futebol italiano e europeu.

Para completar o meio-campo “Il Codino Divino” . Roberto Baggio era magnifico em campo e foi o maior jogador italiano dos anos 90.  Habilidade, velocidade, finalização e muitos gols Baggio foi ídolo e reverenciado por onde passou. Você deve estar pensando, mas Baggio errou o penalti em 94. Azar do penalti e da bola que foi para cima, uma das poucas que Baggio não colocou onde sempre quis na rede.

Ataque

No ataque duas lendas. Giuseppe Meazza  de tão ídolo virou nome de estádio. O homem que é considerado o principal responsável em campo pelo Bi Mundial da Itália em 1934-1938. Meazza metia medo nos adversários e com certeza não era pelo seu tamanho. O franzino atacante tinha só 1,69 de altura. Mas seus dribles rápidos infernizavam qualquer adversário. Em 1934 Meazza arrebentou e foi decisivo na Copa,  foi eleito o grande craque do torneio. Em 1938 repetiu as grandes atuações mais como garçom do que artilheiro, mas igualmente fundamental para a conquista da Azzurra.

Ao lado de Meazza, o mais eficiente goleador italiano da história Silvio Piola. Foram 274 gols na Série A italiana, mas Piola não teve grandes títulos por clubes como seus outros companheiros nessa seleção. A eficácia dentro da área era o que marcava em Piola, se o dessem uma chance ele não deixaria escapar e assim foi por muito tempo na Série A. Marcou 5 gols e fez parte da seleção ideal da Copa de 1938. Assim como Meazza também da nome a um estádio. Em 1997 o Estádio Viale Kennedy em Novara passou a se chamar Silvio Piola.

RESERVAS:

1: Gianluigi Buffon (1997-2018)

2: Claudio Gentile (1975-1984)

3: Alessandro Nesta (1996-2006)

4: Fábio Cannavaro (1997-2010)

5: Andrea Pirlo (2002-2015)

6: Antonio Cabrini (1978-1987)

7: Bruno Conti (1980-1986)

8: Sandro Mazzola (1963-1974)

9: Paolo Rossi (1977-1986)

10: Francesco Totti (1998–2006)

11: Luigi Riva (1965-1974)

Técnico: Arrigo Sacchi

Emerson Morelli

Fanático por futebol desde garoto, o colecionismo se tornou uma extensão disso.

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3 Responses

  1. Ronaldo diz:

    Só trocaria o Fiola pelo Riva!!

  2. Concordo com a seleção e com os brilhantes jogadores, Mas o zagueiro Trapatoni é quase uma unanimidade na Itália.

  3. Andrr diz:

    Acredito que ficou muito bem feita a pesquisa! talvez Fachetti seria um nome que faltou !

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