Torwart – ENKEternamente

Nascido em Jena (lado oriental alemão), no dia 24 de agosto de 1977, Enke não nasceu goleiro – se fez. Os primeiros passo como jogador foram na linha, de atacante, mas com o tempo foi recuando e mostrando talento em defender do que marcando gols. O primeiro time foi o Jenapharm, com apenas 8 anos e após uma boa atuação diante do Carl Zeiss Jena, o goleiro ganhou vaga no time juvenil e em 1995 profissionalizou-se. Por aquelas coincidências inexplicáveis, o primeiro jogo de Enke seria justamente contra o seu último clube: Hannover 96.

Na temporada seguinte, o goleiro já estaria defendendo as cores de um grande clube germânico, o Borussia Möenchengladbach. No inicio atuou pelo sub 23, depois de duas temporadas fez seu jogo inaugural com o plantel principal, mas só estreou na Bundesliga na vitória por 3×0 sobre o Schalke 04 na primeira rodada do campeonato de 1998/99. Apesar da grande vitória, a temporada foi péssima que cuminol no descenso da equipe. Ainda em 1999, Enke foi convocado pela seleção alemã para disputar a Copa das Confederações daquele ano, que acabaria sendo eliminada ainda na primeira fase, mas acabou não atuando em nenhuma partida.

Treinado pelo também alemão Jupp Heynckes, o Benfica contratou Enke chegou fazendo boas atuações e lhe renderam até a faixa de capitão da equipe. Porém resultados não esperados na Taça de Portugal e Copa da UEFA (que atualmente é a Liga Europa) fez com que a temporada não fosse das melhores. Atuou por mais duas temporadas, grandes atuações e, mesmo sem conquistas, despertou o interesse de grandes clubes no arqueiro alemão. Tanto é que, com contrato de três anos, Enke se transferiu para o Barcelona.

Nos catalães Enke não passou de um mero telespectador no banco de reservas, vendo primeiro o argentino Bonano e na sequencia Valdés assumirem a titularidade do Barça. Emprestado ao Fenerbahçe da Turquia (onde ficou apenas por 13 dias) e também Tenerife da Espanha, o alemão não obteve o mesmo sucesso em seus clubes anteriores e foi neste momento que os problemas psicológicos começaram a afetar a vida de Enke. O medo de fracassar era evidente. Saindo do Tenerife e retornando para solo alemão, Enke desembarcaria no Hannover 96 e com isso seu bom futebol também voltou, mas quis o destino lhe dar um duro golpe – o falecimento da sua filha Lara, ainda pequena, devido um rara doença que afetou a formação do coração da criança. Com isso, o seu estado depressivo só piorou.

Nem mesmo as convocações pela seleção alemã davam animo para o goleiro do Hannover. Após um longo período na suplência, Enke faria sua estreia pela Seleção na derrota por 1×0 para Dinamarca. Ainda no banco de reservas, em 2008 esteve no elenco que disputou a Eurocopa na Suíça e Áustria e com a vaga deixada pela aposentadoria de Lehmann, Robert Enke finalmente assumiria a titularidade do gol alemão. Suas atuações nas Eliminatórias para Copa do Mundo da África do Sul o credenciava como titular em 2010, mas infelizmente isso não aconteceu e Manuel Neuer acabou assumindo a camisa 1.

E no dia 10/11/2009 – uma data de enorme tristeza para os amantes do futebol alemão e mundial – ao cometer suicídio, Robert Enke (deixou seu carro nos trilhos e foi atingido por um trem nas proximidades de Hannover), nos deixava e também deixou um grande alerta do perigo da depressão. Dois meses antes, Enke e sua esposa Teresa adotara uma menina de nome Leila e em um trecho de sua carta de despedida lida por sua ex mulher, o maior medo de Enke era ser internado e perder o que mais gostava, o futebol e Leila. Além do medo de não se curar e de tudo se tornar público. Robert Enke foi sepultado no dia 15/11/2009, próximo de sua filha Lara, em Hannover.

You may also like...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *