Um Encontro de Entrevistados

No ultimo sábado (14/04/2018), ocorreu no Nacional Atlético Clube em São Paulo, o 1º Encontro Nacional de Colecionadores de Camisas de Futebol. Como forma de homenagear o evento hoje ao invés de nossa tradicional entrevista com os colecionadores, vamos apresentar trechos de entrevistas com nove dos colecionadores que estiveram no encontro. Todas as entrevistas estão completas no nosso site e contam com o link em cima do nome do colecionador em cada título.

Wilson Jinno

NaGaveta.com: Qual camisa você destaca na sua coleção?

Wilson: Eu destaco na minha coleção uma camisa da década de 1950, na cor vermelha. Eu consegui ela com um ex dirigente. Vou contar um pouquinho da história do Marília, já que hoje o MAC é conhecido como alviceleste. E porque dessa camisa vermelha? O clube foi fundado em 1942 como Esporte Clube Comercial e em 1947 passou a se chamar Marília Atlético Clube.  Seus uniformes eram nas cores vermelho e branco. Em 1958 o clube se tornou amador e em 1969 ressurgiu e ficou definido que o MAC não teria as cores vermelho e branco e sim azul e branco.

Maurício Reis Rocha

NaGaveta.com: Como você acompanha o futebol mexicano? Para que time torce? Na Copa de 2014 Brasil X México pra quem torceu?
Maurício: Acompanho muito o futebol mexicano, assisto a alguns jogos quando está disponível no site da Liga Bancomer MX. Quando os mexicanos participavam da Libertadores (espero que voltem logo). O time que torço lá é o Tigres, que tem um ótimo elenco. Conta com algumas estrelas, como o francês Gignac, o chileno Vargas, o equatoriano Valencia e o argentino Ismael Sosa. mas o time falha muito e perde jogos inacreditáveis. Brasil x México foi um ótimo jogo, apesar de não sair gol. O Ochoa fez várias defesas difíceis, e o México chegou algumas vezes ao ataque, mas o futebol mexicano não está a altura do brasileiro, gosto muito do México, mas nasci e moro aqui no Brasil, então o coração é mais brasileiro.

Fábio Rodrigues Rego 

NaGaveta.com: Quantas camisas da Portuguesa você tem? Além das camisas tem outros objetos do clube?

Fábio: São 154 camisas de jogo/torcedor. Além de agasalhos, blusões, camisas retro, material da torcida Leões da Fabulosa, flâmulas. Bandeiras, bonecos, títulos de sócio remido e familiar, e cadeira cativa no Canindé e uma miniatura do Canindé.

Álvaro Augusto

Na Gaveta.com: Qual camisa você destaca na sua coleção?

Álvaro: Sem sombra de dúvidas uma camisa de 79 usada na Libertadores deste mesmo ano pelo goleiro campeão Brasileiro de 78 Neneca. Aliás gostaria de aproveitar o espaço para agradecer meu amigo e grande colecionador de camisas do Guarani Guilherme por ter me passado esta relíquia abrindo  mão dela em sua coleção. O colecionismo tem pessoas sensacionais e o Guilherme é uma delas. Destaco também as camisas do início dos anos 90, pra mim as mais bonitas, fabricadas pela saudosa Dellerba.

Rodrigo Colucci

NaGaveta.com: Como começou a colecionar? Alguém em especial te incentivou?

Rodrigo Colucci: Desde o início dos anos 90, comecei a me interessar por futebol e foi nessa época que também consolidei a minha torcida pelo São Paulo. Eu fui assinante da Placar por muitos anos e em uma edição veio um pôster com 50 camisas de times brasileiros e um de 50 camisas de times estrangeiros. Foi o que faltava para começar a colecionar. Tinha duas do São Paulo. Depois, ganhei uma camisa do Bragantino de um tio. Daí para frente são 20 anos de coleção. Não tive incentivo de ninguém, principalmente quando comecei. Até tive rejeição e “protestos”, mas eu segui em frente e hoje nada disso importa. Meus pais hoje até me incentivam e perguntam se eu peguei camisas.

Bruno Barros

Na Gaveta.com: Nos conte alguma história curiosa de como conseguiu alguma de suas camisas.

Bruno Barros: Tem uma do São Paulo, de 1992, uma das primeiras da coleção. Aqui em Sorocaba tem a feira da Barganha, que é tipo uma feira do rolo. Eu estava lá quando em uma das barracas achei essa camisa do São Paulo, só que num estado lastimável, suja, toda descosturada. Enfim, paguei R$ 5,00 nela e pensei, bom acho que dá pra salvar.

Lavei com todo o cuidado, consegui tirar todas as manchas, troquei as costuras dela e a camisa renasceu. Hoje é uma que não troco de maneira alguma, mesmo ela sendo levemente desgastada, mas pelo valor sentimental que adquiri, não consigo nem pensar em passar ela pra frente, trocando ou vendendo. Já vi a mesma camisa em condições melhores, mas não vou substituí-la de maneira alguma, ela é uma camisa que  representa muito pra mim e pra minha coleção também.

Augusto de Souza Gonzales

Na Gaveta.com: Como começou a colecionar? Alguém em especial te incentivou?

Augusto: Não era minha ideia colecionar, pois é um hobby muito caro. Mas vendo a coleção de um amigo em particular e eu conhecendo alguns fornecedores de material esportivo, comecei a negociar pra ele e consequentemente pegava algumas pra mim. Um certo final de semana fui levar minha família ao Museu do Futebol, no Pacaembu. E por coincidência havia um encontro de colecionadores. Daí me empolguei. Quem realmente me incentivou foram minha esposa e meus filhos.

Marcelo Sampaio

Na Gaveta.com: Como começou a colecionar?

Marcelo: Minha coleção de fato se deu em meados de 2014 onde passei a ver como um conjunto de camisas mesmo e não um amontoado sem sentido para mim. Mas a primeira veio em 1993 quando o Ituano  fazia rifas para angariar fundos pro clube e numa rifa eu ganhei uma camisa daquela época.

Depois disso se unindo ao amor pelo Ituano, outras vieram mas pela beleza e não por coleção e desde essa época eu comprava pela beleza, de times internacionais, adorava usar minhas camisas até que em 2014 resolvi vender as camisas em grupos nas redes sociais e foi ai que me deparei com uma camisa de 1990 do Ituano que eu não tinha e ali em questão de segundos um start foi dado e de fato comecei a colecionar Ituano e focar em tudo ligado ao clube de coração.

Sobre o incentivo, pessoal eu não tive. O Ituano me estimula a ter as camisas e quando se tem amor pelo clube da sua cidade, não tem estímulo maior pra ter seus produtos.

Ivo Fernando

Na Gaveta.com: Como sempre, peço pra todos contarem uma história curiosa de como conseguiu alguma de suas camisas.

Ivo: Já consegui camisas de várias formas engraçadas, comprei em brechó, ganhei de presente de amigos e alunos. Mas em três momentos eu abordei pessoas na rua e acabei trocando com camisas de outros clubes que sempre levo na bolsa. Uma dessas pessoas era um andarilho que estava com uma camisa que eu não tinha. A camisa teve que ficar de molho um bom tempo para sair o cheiro forte de suor.

 

 

 

 

 

 

Emerson Morelli

Fanático por futebol desde garoto, o colecionismo se tornou uma extensão disso.

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